Desate as amarras em seu coração e voe... Voe pela luz interior que existe em sua alma... Desembrulhe sua personalidade e navegue... Navegue pelo mar divino existente em todo o cosmos... Destranque a sua mente e seja... Seja a essência divina, seja o outro, seja livre...
terça-feira, 23 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Sobre liberdade e fé
Anos e anos já se passaram nesse planeta e nós
ainda não conseguimos compreender o mecanismo da fé na vida humana. Continuamos
confundindo a fé com a crença e nos acorrentamos cada vez mais a uma racionalidade
limitada, distanciando-nos consequentemente da Verdade libertadora ensinada por
Cristo.
A crença direciona-se sempre a um objeto externo
seja ele uma ideia, igreja, mestre, filosofia, ritual ou dogma. Muitos dos que
abraçam o espiritualismo, hoje em dia, caem na armadilha da crença sem que
disso se deem conta. Passam a direcionar sua atenção e moldar suas vidas com
base num mestre iluminado ou numa ideia nova vinda de um missionário rejeitado
pelas tradições, e cometem o triste erro de pensar que isso em muito se
diferencia do apego dos adeptos a religiões ou instituições. Sempre que nos
movemos direcionando a nossa energia, credibilidade e atenção a algo fora de
nós, agimos com base na crença, e não na fé. Não importa se esse algo externo é
uma ideologia nova, ou um novo método libertador e belo de autoconhecimento, ou
um ensinamento sagrado de um dos grandes mestres que essa humanidade já
recebeu: se basearmos nossa missão individual apenas nisso, seremos escravos da
crença. Viveremos bem e nos movimentaremos com conforto, firmes em nossos
propósitos e em paz com nossas consciências, enquanto o objeto externo se
mantiver lá nos sustentando. Mas se algo o abalar, estaremos perdidos, confusos
e solitários.
Ao contrário da crença, a fé liberta, pois se baseia
na verdade crística que existe dentro de nós. A fé não busca um objeto externo,
pois ela alimenta-se em nossa própria consciência, sustenta-se com o amor do
nosso SER superior e movimenta-se livremente por esse mundo, sem nos aprisionar
e sem se conter em canto algum. Todos os meios externos - religiões, rituais,
filosofias, ideologias, ensinamentos, livros, cantos, mestres - todos estes são
instrumentos de auxílio, placas no caminho para que encontremos a fé para
alimentarmos a nossa existência. A fé verdadeira vem da simples descoberta, do
simples percebimento de que somos muito mais do que um amontoado de pensamentos
e sentimentos descontrolados, que somos muito mais do que espíritos que nascem
e morrem, que sofrem e aprendem; somos essência, somos amor, somos manifestação
de uma consciência superior que atua no mundo material através do espaço que
abrimos em nossa individualidade.
Se conseguirmos ver além do que desejamos, além
do que pensamos, além do que fazemos e ainda mais além daquilo em que
acreditamos, perceberemos que é um simples esforço de despertar, de perceber o
que nos sustenta. Descobriremos, então, que todas as crenças, tudo o que é
ensinado à humanidade, todos os dogmas, rituais e ensinamentos são apenas pistas
deixadas por aqueles que um dia descobriram realmente a fé e a viveram com toda
a liberdade que ela promove no indivíduo. A estes só o que resta a fazer é
deixar indicativos, pois a busca é pessoal e intransferível, a paz de espírito
e liberdade de consciência é uma conquista de cada um, é responsabilidade
individual.
Temos caminhado por tanto tempo confundindo as
placas com a estrada, os meios com os fins, e ainda nos questionamos por que
não conseguimos nos libertar do vazio que toma nosso coração. A fé é o alimento
da existência. Ela nasce no amor incondicional do SER que realmente somos e
move-se para iluminar nosso entorno, sem depender de nada do que falamos, que ouvimos
ou vemos fora de nós. É essa a fé que liberta, que nos mantém fortes diante das
adversidades, que nos faz inabaláveis perante os desmoronamentos que por vezes
ocorrem no plano material.
Estamos em tempos de desconstrução. Filosofias,
dogmas, novas ideias, ensinamentos sagrados, religiões, instituições, trabalhos
em grupo, tudo em que até agora acreditamos será abalado, destruído e
modificado. Aqueles que estiverem apegados à crença, mesmo que disso não se
apercebam, os que ainda se movimentam na horizontalidade da existência, que
ainda dependem de instrução alheia e os que se movem de acordo com o que o
mundo externo oferece sofrerão, pois verão desconstruído o que lhes era
inabalável e pensarão ter perdido a fé. Pensarão ser isso um terrível fardo e
ficarão confusos, sem saber como caminhar a partir daqui.
O sofrimento destes cessará assim que descobrirem
que a fé não se perde, pois que ela nasce da fonte inesgotável da consciência e
não precisa de nada externo e racional para se movimentar. Pararão de sentir
dor assim que compreenderem que devem abandonar a crença e descobrir, enfim, a
fé libertadora que tantos mestres viveram e sobre a qual falavam. O apego ao
que tem que ser desconstruído trará ainda mais turbulência, pois a alma humana,
infelizmente e em muitos casos, só consegue abrir os olhos quando as sólidas
estruturas da vida externa são abaladas. Não há necessidade de sofrer, não há
uma punição sendo imposta a nenhum dos filhos terrenos, mas existe a nova
consciência que se instala no planeta e tudo o que a ela não se adaptar, terá
que ser desconstruído.
Essa não é a era da crença, nem de mestres fora
de nós. É a era do despertar, da responsabilidade existencial, da conexão com a
consciência em nós. Ainda teremos as placas, ainda teremos os instrumentos
amorosamente deixados, mas já é hora de caminhar enfim, sem a ninguém culpar,
sem de ninguém esperar. Urge o momento de percebemos o mundo em nós, a fé
libertadora da consciência, pois sem nos apercebermos disso, nada poderemos
fazer pelos que estão a nossa volta. Imersos à crença, em tempos de
desconstrução, apenas espalharemos em nosso entorno revolta e incertezas,
causando ainda mais sofrimento e atrasando ainda mais a construção do novo
tempo.
Que então a fé se estabeleça, trazendo-nos o
equilíbrio e a sabedoria dos despertos, para que saibamos separar o joio do
trigo, para que consigamos ler todas as placas com amor incondicional e
desapego. Já é hora da liberdade, já é hora de nos alimentarmos diretamente na
fonte, para que passemos a nos sustentar na fé inabalável que a ninguém quer
convencer, que com ninguém busca discutir, que de ninguém exige coisa alguma. A
fé que nos faz amar apenas, que nos dá a capacidade de nos movimentar em meio
ao conflito e através da dor, sem nos deixar contaminar pelo sofrimento, sem
nos permitir derrubar pelo orgulho, pela vaidade e pelo desejo de saber todas
as respostas. É um novo tempo, enfim; e que bom que nem nisso precisarmos
acreditar, pois a crença nada nos acrescenta, nunca, em tempo algum e por
nenhuma razão.
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Autoria de Denise da Mata
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Ciência do Bem Viver, por Joanna de Angelis através de Divaldo Franco
Tranquilamente, confiante, avança, passo a passo, pelo caminho da
evolução. Não busques, nem fujas dos fenômenos da existência física.
Intenta ser o controlador dos teus impulsos e sentimentos, de maneira que o insucesso não te infelicite nem o êxito te exalte.
Na paz interior descobrirás a libertação das dores, porque lograrás vencer as paixões.
Utilizando-te de uma consciência equânime, aceita as ocorrências
positivas e negativas com a mesma naturalidade, sem sofreguidão nem
indiferença.
Mantém-te interiormente livre em qualquer circunstância, adquirindo a ciência verdadeira do viver.
A ilusão fascina, mas se desvanece.
A posse agrada, porém se transfere de mãos.
O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.
O prazer alegra, todavia é efêmero.
A glória terrestre exalta e desaparece.
O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...
A dor aflige, mas passa.
A carência aturde, porém um dia se preenche.
A debilidade orgânica deprime, todavia, liberta da paixão.
O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.
A submissão aflige, entretanto engrandece e enrija o caráter.
O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.
Todas as situações no mundo sensorial passam, mudam de posição e de forma.
A essência da realidade, porém, permanece sempre a mesma.
Nada é definitivo na aparência.
Apenas o que tem valor intrínseco é duradouro.
Quem, espontaneamente, se abstém dos sentidos e das exterioridades, sem mágoa nem frustração, encontrou a ciência de bem viver.
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Poesias e textos de outros autores
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O alimento da luz de nossa alma
Não existem nesse planeta soluções fáceis ou definitivas, no entanto, somos sempre levados a acreditar que estamos prontos, que o trabalho já foi feito, que já é hora de descansar merecidamente, e é aí que reside nossa perdição. Temos apenas uma função: a de acender a luz de nossa alma para iluminar o entorno, porém, isso implica também e principalmente em manter essa chama acesa e forte, pois a qualquer mal passo ou distração, ela pode se enfraquecer e até se apagar.
O "mantede-vos vigilantes" que Cristo nos disse tinha esse condão: o de nos mostrar que nunca estamos prontos, nunca estamos despertos definitivamente ou libertos de nosso ego para sempre. É preciso manter a vigilância constante, a observação atenta a nossos pensamentos, sentimentos e ações. Caso contrário, nossa luz poderá se apagar e estaremos novamente imersos na escuridão do ego humano, sem que disso tenhamos a mínima noção.
Ficaremos nos debatendo, nadando em meio a confusões mentais e complicações emocionais, agora com um estranho peso, uma estranha imobilidade perante os problemas. Os sentimentos contraditórios se avolumarão, assim como os pensamentos conturbados, e já não seremos mais donos de nós mesmos, mas meros indivíduos perdidos entre problemas que nós mesmos criamos. E assim é que uma alma se apaga e se enfraquece, até que a força do espírito se faça novamente presente, nem que seja por instantes, nem que seja por um momento. Sendo sincera e profunda o sufuciente, logo a alma passa a mandar sinais psíquicos de que algo está errado no direcionamento da personalidade e surge em nós a instabilidade.
Passamos a ser palco de uma luta entre o que realmente SOMOS e o que ESTAMOS, e se não estivermos atentos e conscientes disso, o cansaço nos toma a força. O ego resiste, luta, quer fazer-se forte e manter-se no controle, e logo surgem as certezas humanas, as distrações e desculpas para que nos afastemos da redescoberta de nós mesmos.
Temos que nos redescobrir todos os dias, nos iluminar a cada instante, despertar nossa consciência a todo momento, pois ardiloso é nosso ego que nos enlaça nas opiniões, achismos e poderes humanos. Ser direcionado pelo ego, viver apenas a nossa atual personalidade no dia a dia é uma opção, porém é uma escolha que cobra um preço e um sacrifício, principalmente daqueles que em algum momento dessa ou de outras vidas já tocaram a sua essência divina: o ego nos cobra a paz mental, emocional e espiritual, e move-se na inquietude e na conturbação. O espírito permanecerá mandando os sinais que virão sempre manifestados nos sentimentos que não compreendemos.
Porém, não poderemos fugir da luta e do enfrentamento da nossa própria consciência. Em algum momento teremos que dar atenção a nós mesmos e àquilo que nossa consciência profunda quer nos dizer, e voltaremos a dar atenção às disciplinas de pacificação, de iluminação e a tudo aquilo que alimenta e fortacele a nossa alma, abrindo espaço em nossa personalidade para que o sagrado direcione nossos passos com sabadoria e paz.
Ao tocar novamente a nossa alma, perceberemos o tempo que perdemos com conjecturas inúteis, nos debatendo para solucionar problemas criados por nós mesmos e por nossa incapacidade de controlar nossos pensamentos e sentimentos e teremos de volta a PAZ que nos é própria. Assumiremos novamente a nossa responsabilidade existencial e a VIDA se fará em nós, para que manifestemos o sagrado em nossos passos, no dia a dia, com as pessoas a nossa volta, fazendo de nossa vida oração e poesia oferecidas ao divino. E teremos que seguir vigilantes, alimentando a chama mais uma vez acesa para que os ditames da vida material não a enfraqueça novamente. Nada é mais importante, nada é mais belo. E só...
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Autoria de Denise da Mata
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Oposição ao Bem
Se de início uma ideia não parecer absurda, então não há esperança para ela. (Albert Einstein)
NA PÁGINA 196, DO LIVRO "JORNADA DOS ANJOS" - A ESPIRITUALIDADE SE DIRIGE A JAN HUSS, ALERTANDO-O, DA
SEGUINTE FORMA:
" - Estamos aqui hoje, Jan, para alertá-lo e prepará-lo. A situação poderá tornar-se mais difícil. Há imensa movimentação das trevas opondo-se ao trabalho do Mestre, que se realiza através de você.
- Eles sempre se opõe, não é verdade?
- Sim, até quando as leis divinas o permitirem.
(...) previno-te, porque é ao mundo inteiro que se trata de agitar e de transformar. Não creias que te seja suficiente publicar um livro, dois livros, dez livros, e ficares tranquilamente em tua casa; não, é preciso te mostrares no conflito; contra ti se açularão terríveis ódios, implacáveis inimigos tramarão a tua perda; estarás exposto à calúnia, à traição, mesmo daqueles que te parecerão mais dedicados; as tuas melhores instruções serão impugnadas e desnaturadas: sucumbirás mais de uma vez ao peso da fadiga; em uma palavra, é uma luta quase constante que terás de sustentar com o sacrifício do teu repouso, da tua tranquilidade, da tua saúde e mesmo da tua vida, porque tu não viverás muito tempo. (Espírito Verdade - O Que é o Espiritismo)
(...) dez anos e meio depois que esta comunicação me foi dada, e verifico que ela se realizou em todos os pontos, porque experimentei todas as vicissitudes que nela me foram anunciadas. Tenho sido alvo do ódio de implacáveis inimigos, da injúria, da calúnia, da inveja e do ciúme; têm sido publicados contra mim infames libelos; as minhas melhores instruções têm sido desnaturadas; tenho sido traído por aqueles em quem depositara confiança, e pago com a ingratidão por aqueles a quem tinha prestado serviços (...). (Allan Kardec - O Que é o Espiritismo)
A Falange Espírito Verdade nos diz no ESE - Cap. XXIV item 15, na lição, “Coragem da Fé,” que: “A coragem de manifestar opinião própria sempre foi estimada entre os homens, pois há mérito em enfrentar os perigos, as perseguições, as contradições, e até mesmo as simples ironias, aos quais se expõe, quase sempre, aquele que não teme proclamar abertamente as idéias que não são as de todos. Nisto, como em tudo, o mérito está na razão das circunstâncias e da importância do resultado”.
Lembra-nos ainda, na mesma obra citada, Capítulo XXIII item 12: “Toda idéia nova encontra forçosamente oposição, e não houve uma única que se estabelecesse sem lutas. Nestes casos, a resistência é proporcional à importância dos resultados previstos, pois, quanto maior for a idéia, tanto maior será o número de interesses ameaçados”.
E recomenda-nos, agora no Cap. VIII item 8: “Obedecei à grande lei do progresso que é a palavra da vossa geração. Infeliz do Espírito preguiçoso, daquele que fecha seu entendimento! Infeliz! Pois nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, o atingiremos com o chicote e forçaremos sua vontade rebelde com a dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde. Mas, bem-aventurados aqueles que são mansos, pois receberão com doçura os ensinamentos”.
“(...) apelo a todos os adversários de boa-fé e os desafio a dizer se se deram ao trabalho de estudar o que criticam; porque, em boa lógica, a crítica só tem valor quando o crítico conhece aquilo que critica. Zombar de uma coisa que não se conhece, que não se pesquisou com o critério do observador consciencioso, não é criticar, é dar provas de leviandade e dar uma pobre ideia de sua capacidade de julgamento (...)”. (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos)
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Mensagens da Espiritualidade
sábado, 2 de junho de 2012
Liberdade e espinhos
O Despertar Espiritual para alguns é como correr livremente por um campo verde. Deseja-se a sensação de liberdade, a comunhão com a natureza, a unidade. Só que a maior parte das pessoas desejam correr descalças e acabam por ferir a sola dos pés com os diversos espinhos que existem escondidos no chão, e passam assim a rejeitar a idéia anterior passando a vê-la como tolice ou utopia. Essa pessoa não percebe que a responsabilidade era sua de se proteger, se equipar com os instrumentos que lhe poupariam os ferimentos. Um bom calçado, por exemplo, protegeria os pés de forma que os espinhos passariam despercebidos.
Os espinhos ainda estariam ali, mas não causariam mais dor aos que estivessem preparados para eles. É tolice perder tempo tentando remover todos os espinhos do campo para só então correr livremente por ele. Mais sábio é proteger os próprios pés e fazer o que se quer fazer sem deixar que as dores se transformem em impedimento.
Assim é o caminho espiritual: a quem vê de fora é apenas o prazer da liberdade, a plenitude, e realmente é. Só que muitos são os espinhos espalhados pelo caminho. Aos despreparados, a dor é inevitável. Alguns desistem e passam a rejeitar esse caminho. Outros prosseguem suportando a dor a fim de sentir em algum momento a tão almejada liberdade. Esse é o caso dos que suportam flagelos e sacrifícios físicos a fim de domar o corpo e submeter o ego. Porém, apesar dessa escolha ser um ato de coragem, não há necessidade da dor e do sofrimento; não mais. O trilhar pode ser suave, prazeroso para aqueles que se calçam, para os que se protegem e passam a ver o mundo com as lentes do Amor Incondicional.
Você pode já ter tentado percorrer o caminho descalça, pode já ter se ferido muitas e muitas vezes, pode ter pensado em desistir ou em suportar, porém agora aprendeu, enfim, que a dor não é mais necessária àqueles que se submetem aos sacrifícios exigidos pelo amor maior.
No que diz respeito ao alimento, todas as consciências menores, de qualquer alimento, pode ser purificada por aquele que já despertou em si a verdadeira energia amorosa. O homem que está em união com a consciência pura não é escravo de nada: nem do que come, nem do que vê, ouve, respira, pensa ou sente. Ele é mestre de su mesmo e como tal pode controlar e transmutar a energia do mundo a seu redor a partir do mundo dentro de si.
Quando o mestre Jesus lhes ensinou: “O que faz mal não é o que entra pela boca do homem, mas o que sai”, ele queria que percebêssemos que para aquele que se preocupa com seu papel no mundo, com o que causa nos outros, assumindo a responsabilidade existencial e amando o suficiente para emanar apenas o que é belo, para este pouco importa o alimento que ingere, pois que qualquer coisa que coma será tocada pelo amor de sua essência já desperto na personalidade.
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Autoria de Denise da Mata
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Silêncio...
E no fim de tudo isso a gente percebe que só o que realmente nos fala é o Silêncio...e nada mais importa, nem pesa. Desfaz-se apenas: as correntes e laços mal dados, os fardos e fados mal contados, as dores e amores mal amados!!! Resta o Si e o tom...a vagar na doce poesia da vida que se esconde por trás do barulhento mundo dos ditos pensantes!!! E nada mais é além disso...
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Autoria de Denise da Mata
quinta-feira, 15 de março de 2012
Se, por Prof. Hermógenes
Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia…
Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…
Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo…
Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,
E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou…
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio…
Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu…
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia…
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende…
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim…
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito…
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz…
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou…
Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
http://www.youtube.com/watch?v=dD7lBownfBU
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Onde cabem os sonhos?
Qual é o tamanho dos meus sonhos? Será que cabem nesta vida, nessa terra, na palma dessa minha mão? O tempo nos conduz rumo ao desconhecido e são tantas as utopias que largamos pelo caminho que às vezes me pego pensando por onde larguei os anseios que montam a minha alma.
Viver como escritora apenas, tecendo palavras para colorir o mundo, enchendo o coração das pessoas com a essência do que trago em mim, espalhar as boas idéias assim como o vento espalha o pólen, semear o belo proclamando a arte que vem do espírito e que não se permite perder nos meandros das necessidades comerciais...: é disso que são compostos os meus sonhos,... e de que adianta?
Não se vive mais de escrever livros, não se aprecia mais a arte com o coração, não se busca sentir os contornos das almas alheias... Então eu guardo os meus sonhos em uma caixinha pequena, a espera do dia em que poderei abrí-la novamente e de lá tirar o perfume da utopia, para enfim tecer os laços da minha vida. Trago ainda em mim a beleza do que me é importante e através dela tento sobreviver aos ditames do dia a dia, às dificuldades de se construir uma carreira rentável, ao cansaço existencial de se caminhar por um mundo onde tudo se exige e pouco se dá.
E quem sabe um dia os meus sonhos saltem dessa caixa chamada cérebro, e me levem de volta para meu lar, para o lugar onde a essência vale mais do que roupas de marca, onde o belo é o que vem do coração e o que é permeado pelo amor, e não o que parece ser mais. Quem sabe um dia, meu mundo tenha lugar no mundo, e eu possa ser quem eu sou, livre, simples...; sem as amarras do que as responsabilidades cotidianas me obrigam a ser. Nesse dia eu serei apenas sonhos colorindo o que um dia achei que fosse real; serei apenas...e só!!!
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Autoria de Denise da Mata
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Trecho do livro "A Arca", por Jair Tércio
"Ventava demasiadamente, e sentados num ambiente divino de uma serra, o Iluminado e a humanidade, contemplavam a montanha diante deles. Num determinado momento, ela perguntou-lhe: o que faz com que a montanha toque o céu?
O Iluminado respondeu: se podemos explicar, então não é.
Aquiete e experimente. Aprenda que a experiência diz muito; e se é
direta, correta e completa, diz tudo. Lembre-se que, aquele que
contempla busca a essência; quem contempla caminha para o Santuário da
Luz que lhe é interior; quem contempla tende a encontrar o Deus que lhe é
íntimo. Portanto, deixe o seu coração alegre com isto.
A humanidade
reagiu: então você já não dá mais atenção à lógica e à razão.
Neste
momento, passava, voando, uma borboleta.
Borboleta! Chamou o Iluminado –
como é que você faz para não perder seu destino com tamanha ventania?
A
borboleta respondeu: nunca pensei nisso.
Que tal pensar agora, pois
nossa amiga aqui gostaria de ouvir uma explicação!
A borboleta olhou
para suas asas e começou: bem... eu fixo o meu objetivo... não, não é
bem isso... tenho que aproveitar o vento...
Durante um tempo, a
borboleta tentou explicar como fazia, e a medida que tentava, ia
confundindo-se cada vez mais. Quando quis continuar seu caminho, já não
podia mais voar.
Daí ela disse: me desculpem, pois na preocupação de
lhes mostrar como voo, perdi o equilíbrio, tenho que retornar ao que
estava fazendo.
Isso é o que acontece com quem deseja explicar tudo,
principalmente, quando devem estar somente agindo. Depois disso a
borboleta calou-se e continuou o seu caminho.
O Iluminado só olhou para a
humanidade que esclarecida pôs-se a experimentar.
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