Desate as amarras em seu coração e voe... Voe pela luz interior que existe em sua alma... Desembrulhe sua personalidade e navegue... Navegue pelo mar divino existente em todo o cosmos... Destranque a sua mente e seja... Seja a essência divina, seja o outro, seja livre...
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Desempenhando papéis, por Camila Nunes
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Enfermidades.

Há moléstias que têm, sem dúvida, função preponderante nos serviços de purificação do espírito, surgindo com a criatura no berço ou seguindo-a, por anos a fio, na direção do túmulo.
As inibições congeniais, as mutilações imprevistas e as enfermidades dificilmente curáveis catalogam-se, indiscutivelmente, na tabela das provações necessárias, como certos medicamentos imprescindíveis figuram na ficha de socorro ao doente; contudo, os sintomas patológicos na experiência comum, em maioria esmagadora, decorrem dos reflexos infelizes da mente sobre o veículo de nossas manifestações, operando desajustes nos implementos que o compõem.
Toda emoção violenta sobre o corpo é semelhante a martelada forte sobre a engrenagem de máquina sensível, e toda aflição amimalhada é como ferrugem destruidora, prejudicando-lhe o funcionamento.
Sabe hoje a medicina que toda tensão mental acarreta distúrbios de importância no corpo físico.
Estabelecido o conflito espiritual, quase sempre as glândulas salivares paralisam as suas secreções, e o estômago, entrando em espasmo, nega-se à produção de ácido clorídrico, provocando perturbações digestivas a se expressarem na chamada colite mucosa. Atingido esse fenômeno primário que, muita vez, abre a porta a temíveis calamidades orgânicas, os desajustamentos gastrointestinais repetidos acabam arruinando os processos da nutrição que interessam o estímulo nervoso, determinando variados sintomas, desde a mais leve irritação da membrana gástrica até a loucura de abordagem complexa.
O pensamento sombrio adoece o corpo são e agrava os males do corpo enfermo.
Se não é aconselhável envenenar o aparelho fisiológico pela ingestão de substâncias que o aprisionem ao vício, é imperioso evitar os desregramentos da alma que lhe impõem desequilíbrios aviltantes, quais sejam aqueles hauridos nas decepções e nos dissabores que adotamos por flagelo constante do campo íntimo.
Cultivar melindres e desgostos, irritação e mágoa é o mesmo que semear espinheiros magnéticos e adubá-los no solo emotivo de nossa existência, é intoxicar, por conta própria, a tessitura da vestimenta corpórea, estragando os centros de nossa vida profunda e arrasando, consequentemente, sangue e nervos, glândulas e vísceras do corpo que a Divina Providência nos concede entre os homens, com vistas ao desenvolvimento de nossas faculdades para a Vida Eterna.
Guardemos, assim, compreensão e paciência, bondade infatigável e tolerância construtiva em todos os passos da senda, porque somente ao preço de nossa incessante renovação mental para o bem, com o apoio do estudo nobre e do serviço constante, é que superaremos o domínio da enfermidade, aproveitando os dons do Senhor e evitando os reflexos letais que se fazem acompanhar do suicídio indireto.”
(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel - do livro, Pensamento e Vida)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Agradecimento e reflexões.

Queria, de coração, agradecer a todos os meus amigos e familiares pela ajuda, carinho e compreensão nos momentos difíceis que passei nos últimos dias. Tem um provérbio que diz: "Mais valem as atitudes, porque palavras o vento leva". Todo vocês tiveram para comigo pequenas atitudes, gestos sutis, que demonstraram que posso contar com vocês. Às vezes temos a pretensão de pensar que podemos seguir sozinhos e independentes, mas os problemas físicos nos mostram o que significa de fato que TODOS SOMOS UM. Olhar para dentro de si é muito diferente que olhar apenas para si. Olhar para dentro de si é enxergar o outro em você, e enxergar-se dentro do outro. É isso que faz com que estejamos juntos de fato!!! Agradeço a Deus por perceber e sentir isso em todos vocês. Agradeço pelos telefonemas, mesmo os rápidos apenas para saber notícias; pelas mensagens no facebook e orkut; pelos emails, pelos SMS no celular, pelas visitas, pelas orações e vibrações pelo meu restabelecimento físico.
Obrigada especialmente a minha família!!! A Déia, que dormiu comigo no hospital e tem cuidado da minha cirurgia, a Nana que se desdobrou entre os filhos, o trabalho e a casa, mas mesmo assim esteve comigo em todos os momentos perdendo noites por minha causa, a minha mãe, Vera, que cuidou de mim com tanto amor e se preocupou tanto, a meu pai que ficou em casa preocupado e meio sem saber como ajudar, a Vilma que mesmo tendo saída cansada depois de um plantão de 24 horas passou a manhã comigo no hospital, a Marcelo que ficava pra lá e pra cá preocupado, e que me olhou com tanto amor no corredor do hospital que me fez ter certeza de que tudo ia ficar bem, a Tuca que ficou até às 3 horas da manhã esperando que eu saísse da cirurgia com vida, orando por mim, a meus sobrinhos lindos, Ariel, Matheus e Bia, que me ligavam e me olhavam dizendo: "Tia, não faz isso com a gente.". Amo vocês!!! Não poderia pensar em família melhor para ter, em pessoas melhores para me ensinar a viver, para estar comigo dividindo essa vida inteira. Obrigada, obrigada, obrigada!!!
Obrigadas as minhas primas, principalmente a Vanessa, Camila, Larissa e Eliane, pelos telefonemas e risadas que me fizeram dar, mesmo sem que eu pudesse rir. A meu primo, Flávio, que foi tão lindo e tão maravilhoso ao se oferecer pra participar da vaquinha pra pagar a cirurgia. A minha avó linda, Maria, que me ligou chorando todos os dias, e que agora está também se recuperando de uma cirurgia na perna. A meu tio Armindinho, tia Sônia e tia Zarinha e meu primo Eduardo pelas palavras de amor, a meu tio Zilmar, que amo demais, que ligou e me ajudou a pagar a conta do hospital.
A meus amigos queridos, que mandaram mensagens pela net, ou pelo celular, querendo saber como eu estava. Principalmente a Jane por ter estado no hospital comigo, mesmo no dia em que fiquei internada pelo SUS, tendo ela que entrar escondido no hospital pra me ver...rsrs. A Camila e Matheus pelas visitas e pelo Dannete...rsrs. A Gilberto, Abdinak e Sandra, Bel, Deyzi, Jean, Rosana,Vanessa, Indira, Karla, Daniela, Kaíke, Celene, Hélzio, ao pessoal do grupo Sai Baba de Salvador, ao pessoal da igreja batista que orou por mim, ao pessoal do Caminheiros da Esperança também.
Obrigada aos que estavam de longe, ligando e me dando força, me falando palavras de encorajamento. Richard, Mel, Jeane, Giane: vocês não tem idéia do quanto me ajudaram nesses dias de dor.
Obrigada principalmente a Dr. Tainã, que fez minha cirurgia com muita competência e humanidade e demonstrou ser, por toda a ajuda que me deu no pós cirurgia, não só um ótimo profissional mas um grande ser humano.
Obrigada também aos que não ligaram, mas pensaram em mim.
Agradeço a Deus por todo o aprendizado, por toda a transformação que esse momento me traz e por estar cercada de tanto amor e amizade.
Cada um de nós é um barquinho neste oceano cósmico, mas é também uma gota d'água. Para velejar em segurança e chegar a nosso destino, temos que direcionar o barco, cuidar dele, fazer a devida manutenção, mas necessitamos das gotas d'água porque são elas que nos levam ao porto seguro, apenas através delas podemos velejar. Obrigada a todas as gotas d'águas da minha vida por me ajudarem a cuidar do meu barco.
Amor, amor e amor...sempre!!!
domingo, 12 de junho de 2011
Considerações sobre o Amor...

Sempre pensamos no amor sob a perspectiva do amor romântico. Todas as múiscas, poesias e textos a respeito do tema são sempre interpretadas como sendo a respeito de um amor que se dirige a alguém específico. Mas hoje, estive pensando que há certas definições que são infinamente mais amplas que o simples amor humano, sempre limitado e dirigido a algo fora de nós.
Hoje quero falar de um Amor Iincondicional, que simplesmente É e ponto final. Um amor que não depende de objeto externo porque é em si mesmo todos os objetos que possam existir. Um amor que nada pede em troca, que nada espera, que de nada precisa. Um amor que circula, que soma, que abranje. O Amor que faz nascer em nós o respeito pelo outro, a cumplicidade com os problemas alheios, a compreensão das limitações de quem está a nosso lado.
Um Amor que não tenta moldar o outro a sua vontade, mas que se adapta às vontades alheias. É o amor simples, que faz com que as crianças amem mesmo aqueles que lhes chamam a atenção com severidade, que acalenta em silêncio principalmente aqueles que não são capazes de ouvir.
Este é o Amor descrito por Paulo em Coríntios 13, por Camões em sua poesia sobre o tema e parafraseado tão brilhantemente por Renato Russo na música Monte Castelo. Senti vontade de escutar novamente essa música hoje e percebi como até então o meu entendimento dela era limitado. Esses autores falavam de um amor muito maior, um sentimento acima da língua dos homens e dos anjos, sem o qual nada somos.
Um Amor que conhece a Verdade; que dói, mas não se sente; um "não querer" maior que o "bem querer", um andar solitário entre a gente, um cuidar que se ganha em se perder. É um Amor que faz com que nos prendamos por vontade própria, pelo uso de nosso livre arbítrio; que nos leva a servir apenas e sempre e nos encaixa na definição de Jesus Cristo que já dizia: "O maior entre vós será vosso servo". Esse sentimento nos faz ir ter até com quem nos mata a lealdade, chegando a ser contrario a si mesmo.
Não...não se trata do amor romântico, que tão fortemente nos prende e subjulga, cuja dor sentimos fundo (e que o diga quem já sofreu por "amor").Trata-se daquilo que faz com que ofereçamos a outra face, que amemos nossos inimigos, que façamos ao outro o que desejamos que façam a nós mesmos. É simples, porém ainda difícil ser vivenciado por nós.
Mas há os que entederam esse amor e escreveram sobre ele. Estes estiveram, nem que por apenas alguns instantes, acordados enquanto todos dormiam. Ainda vemos as coisas em partes, enxergamos pedaços de nossa própria história, de nossa própria essência, mas um dia veremos "face a face", estaremos diante do que É e tudo estará claro. Perceberemos, finalmente, o ensinamento simples de que só o Amor conhece o que é verdade e que sem Ele nada somos.
Neste dia, poderemos amar sem sentir dor, amar sem esperar nada em troca, amar por descobrir a óbvia constatação de que todos somos um, que estamos no mesmo barco e que andamos por caminhos diferentes rumo a um destino comum: o amor incondiconal e a arte de sua aplicação neste mundo onde ainda se necessita de um objeto "perfeito" para ser amado.
Abaixo a letra da música em que Renato Russo parafraseia Camões e o apóstolo Paulo e o link para o vídeo no youtube. Que todos possam reescutar essa música e repensar essa letra sobre uma perspectiva mais ampla. A todos uma belíssima semana. Fiquem com Deus e com muito amor em seus corações!!!
"Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem Amor eu nada seria.
É só o Amor, é só o Amor que conhece o que é verdade.
O Amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece.
O Amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo Amor.
Estou acordado e todos dormem. todos dormem. todos dormem...
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o Amor, é só o Amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem Amor eu nada seria."
Monte Castelo - Legião Urbana - Link do vídeo no youtube
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Oração

Pai,
Traga Seu Amor a meu coração e deixarei que ele se manifeste com simplicidade.
Sinto Seu abraço quando o vento roça meu rosto,
Toco Suas mãos quando meus dedos acariciam a grama verde,
Sinto Seu cheiro quando a água da chuva molha a terra,
Ou quando o fim de tarde realça o cheiro das flores.
Vejo Seu sorriso quando o sol se põe,
Enxergo Seus olhos quando o dia nasce,
Ouço Sua voz nas risadas das crianças,
No canto harmonioso dos pássaros,
No ruído forte do trovão.
Sinto Seu toque ao andar descalça na grama,
Ao acarinhar gatos e cachorros,
Ao enxergar os ipês floridos e os desenhos nas nuvens.
Sinto-Lhe nas coisas pequenas, sutis e silenciosas,
Mas também nas grandes e assustadoras.
Percebo o Seu amor que a tudo sustenta,
A Sua força que aos medos cala.
Escuto Sua música, danço em Sua harmonia
E é nisso que reside a minha felicidade.
Tão intensas são as distrações, tão grandes os desafios,
Mas entrego meu medo em Suas mãos e peço-Lhe que o transforme em luz.
Que eu pule, enfim, no oceano do Seu amor que se abre dentro de mim,
Que assuma a responsabilidade de ser parte de Seus sonhos
E instrumento de Sua sinfonia.
É chegado o momento final da batalha nas profundezas da alma,
E é a eternidade que se apresenta para, finalmente, executar a rendição do ego.
Uma morte, um renascer.
Procurei pela felicidade inutilmente através dos meus sentidos
E só agora percebo que ela esteve todo o tempo aqui,
Dentro de mim,
Expectadora, quieta,
A esperar pelo momento em que eu parasse de buscar, para simplesmente encontrar.
É simples, enfim!
Como andar descalço na grama,
Como sentir o cheiro da chuva,
Como ser acariciada pelo vento,
Como a espontaneidade dos sorrisos infantis.
É apenas o Seu amor em mim,
E apenas assim é que sei o que EU SOU.
domingo, 24 de abril de 2011
Sobre a morte de Sathya Sai Baba
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Iluminar e só...

Iluminar para sempre
Iluminar tudo
Até os últimos dias da eternidade
Iluminar e só:
Eis o meu lema
E o do sol.
Vídeo - Clique aqui
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Pergunta a Sathya Sai Baba

Sai Baba: "Tempo, trabalho, motivação e experiência: esses quatro juntos, em harmonia, são a Verdade. Quando os quatro são encontrados sem harmonia, vocês sentem que há algo falso."
Devoto: "Mas a verdade, em termos de trabalho, tempo, motivação e experiência..., olhando-se em redor, notam-se essas coisas operando, e o mundo está numa confusão muito grande. Assim sendo, deve existir algo além disso."
Sai Baba: "Quando você não tem fé absoluta no resultado, então a dúvida surge. Um exemplo: agora é dia e os objetos na sala são vistos claramente e não há dúvidas a respeito deles. À noite, quando está completamente escuro e você tem que andar tateando e não vê nenhum dos objetos, não há dúvida a respeito da situação. Mas ao cair da noite, quando há meia-luz e meia-treva, a dúvida pode surgir e você, ao ver uma corda, pode imaginar que ela é uma cobra e sentir medo.
A luz não é total e a visão não é clara. A luz plena é sabedoria e a completa escuridão é ignorância. A dúvida aparece quando há metade escuridão e metade sabedoria. A meia-luz é sabedoria e a meia-treva é ignirância. Ignorância e sabedoria: quando ocorrem juntas e metade-metade, há dúvida. Agora você está no estado intermediário, no qual tem um pouquinho de sabedoria e também alguma ignorância, onde a ignorância e a sabedoria estão misturadas. Você não é totalmente experiente. Quando tiver a experiência apropriada, a dúvida desaparecerá. Como você não tem experiância, está sentindo essa dúvida.
Um pequeno exemplo: sofrendo de malária, você come um doce, mas sente que ele tem um sabor amargo. O doce não é amargo, mas, na sua experiência, ele é amargo. Não é culpa do doce. A ignorância também é uma doença, como a malária. E a cura para esta doença da ignorância é Sadhana (o caminho interior). O homem tem dúvida somente enquanto ele não conhece a verdade. Quando você vivenciar a verdade, a dúvida desaparecerá. A verdade é única e eterna. Tudo o que muda, saiba que é inverdade.
Você foi pequeno e cresceu. Isso também é inverdade. Onde está o corpo do menino de dez anos? Tudo se juntou no presente corpo. Primeiro, inverdade; depois, quando temos a experiência, conhecemos a verdade. Luz e trevas não são diferentes, são apenas um. Exemplo: na noite passada você comeu uma fruta, de manhã ela se transformou em excremento e você a eliminou. Era fruta ontem, mas o bom e o mau são a mesma coisa, uma só. De uma forma era fruta, de outra forma era excremento.
O mesmo se passa com a luz e as trevas. Quando a luz vem, as trevas vão. Mas, na verdade, as trevas não vão a parte alguma e nem a luz vai a parte alguma. Quando uma surge, a outra é ignorada, ela não vai a parte alguma."
Do livro "Conversações com Sai Baba", de J. S. Hislop.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Querer, saber e amar

Você poderá vir a ser o que quiser, mas é necessário, além de querer, saber e fazer. Todo o poder da alma resume-se em três palavras: querer, saber e amar. Não basta crer e saber, é necesssário viver nossa crença, isto é, fazer penetrar na prática diária da vida os princípios superiores que adotamos.
Querer, isto é, fazer convergir toda a atividade, toda a energia, para o alvo que se tem de atingir, desenvolver a vontade e aprender a dirigí-la.
Saber, porque sem o estudo profundo, sem o conhecimento das coisas e das leis, o pensamento e a vontade podem transviar-se no meio das forças que procuram conquistar e dos elementos a quem aspiram governar.
Acima, porém, de tudo, é preciso amar, porque sem o amor a vontade e a ciência seriam incompletas e muitas vezes estéreis. O amor ilumina-as, fecunda-as, centuplica-lhes os recursos. Não se trata aqui do amor que contemplam sem agir, mas do que se aplica a espalhar o bem e a verdade pelo mundo.
Não há progresso possível sem observação atenta de nós mesmos. É necessário vigiar todos os nossos atos impulsivos para chegarmos a saber em que sentido devemos dirigir nossos esforços para nos aperfeiçoarmos.
Primeiramente, regular a vida física, reduzir as exigências materiais ao necessário, a fim de garantir a saúde do corpo, instrumento indispensável para o desempenho de nosso papel terrestre.
Depois disciplinar as impressões, as emoções, exercitando-nos em dominá-las, em utilizá-las como agentes de nosso aperfeiçoamento moral; aprender principalmente a esquecer, a fazer o sacrifício do "eu", a desprender-nos de todo o sentimento de egoísmo.
Não há assunto mais importante que o estudo do pensamento, seus poderes e ação. É a causa inicial de nossa elevação ou de nosso rebaixamento; prepara todas as descobertas da Ciência, todas as maravilhas da Arte.
Em qualquer campo das atividades sociais, em todos os domínios do mundo visível ou invisível, a ação do pensamento é soberana; não é menor sua ação, repetimos, em nós mesmos, modificando constantemente nossa natureza íntima. As vibrações de nossos pensamentos, de nossas palavras, renovando-se em sentido uniforme, expulsam de nosso invólucro os elementos que não podem vibrar em harmonia com elas; atraem elementos similares que acentuam as tendências do ser.
Se meditarmos em assuntos elevados, na sabedoria, no dever, no sacrifício, nosso ser impregna-se, pouco a pouco, das qualidades de nosso pensamento. É por isso que a prece improvisada, ardente, o impulso da alma para as potências infinitas, tem tanta virtude. Nesse diálogo solene do ser com sua causa, o influxo do Alto invade-nos e desperta sentidos novos.
Poucos homens sabem viver próprio pensamento, beber nas fontes profundas, nesse grande reservatório de inspiração que cada um traz consigo, mas que a maior parte ignora. Por isso criam um invólucro povoado das mais disparadas formas. Seu espírito é como uma habitação franca a todos os que passam. Os raios do bem e as sombras do mal lá se confundem, num caos perpétuo.
Léon Denis - do livro "O problema do ser, do destino e da dor".
domingo, 30 de janeiro de 2011
Sobre o apego a velhas idéias

Muitas guerras foram travadas entre os que mantinham diferentes crenças ou idéias, ambos os lados igualmente determinados a provar que sua crença era a correta. Em consequência, o grupo que pensava diferente tinha que estar errado e deveria ser punido ou erradicado. É claro que tal tipo de impasse não está limitado somente a grupos ou nações e existe entre indivíduos em todos os níveis da sociedade. Ele nasce da necessidade tola e egoísta de tentar provar que estamos certos e concluir que qualquer um que discorde de nós tem necessariamente que estar errado, esquecendo que vários pontos de vista diferentes são possíveis.
Inúmeras situações similares se avolumaram através da longa história do mundo. O pior disto é que só raramente um dos lados está completamente certo ou inteiramente errado, visto que isto é totalmente relativo. Ninguém tem acesso à verdade plena sobre algo em um momento em particular. Cada um de nós tem sua própria pequena parte, mas tola e egoisticamente acredita que tem o todo, e quando isto parece diferir da parte de outra pessoa, estamos tão convencidos de que temos a figura inteira, que estamos igualmente certos de que o outro tem que estar errado.
A história dos três cegos que foram solicitados a descrever um elefante ilustra muito bem este ponto. Eles se aproximaram do animal e cada um esticou sua mão para tocá-lo a fim de determinar sua forma. A mão de um dos homens entrou em contato com a tromba e, pensando que havia tocado a criatura inteira, a descreveu como sendo longa e tubular como uma cobra. O outro homem tomou nas mãos uma das orelhas e descreveu o elefante como plano e maleável. O terceiro tocou a perna do elefante e declarou que o animal ela largo, roliço e firme e lembrava o tronco de uma árvore. Analisando a história, constatamos que todos estavam corretos relatando suas experiências individuais, mas falharam em perceber que cada um havia descrito somente uma parte do elefante inteiro, que era muito maior que a soma das três partes.
As crenças muito arraigadas caem nesta categoria. Existem muitos assuntos sobre os quais podemos ter conceitos muito fortes, e nem sempre verificamos se realmente acreditamos naquilo por ser verdade ou apenas por ser útil no momento presente. Muitos conceitos eram válidos em uma determinada época quando eram oportunos e úteis, mas não têm nenhuma importância agora, ainda que nos agarremos a eles como se garantissem algum tipo de segurança, como uma jangada em um mar revolto.
É necessário nos questionarmos repetidamente: "Eu realmente acredito nisso ou naquilo e isto é aplicável agora? Isto emperra meu progresso ou me libera para agir?" Se uma crença particular não é mais válida ela deveria ser abandonada. Assim como amadurecemos, muitas crenças acalentadas tornam-se obsoletas, e são um empecilho, em vez de auxílio.
Assim como ocorrem mudanças no mundo, particularmente as resultantes de todas as novas descobertas, invenções e métodos de trabalho, os velhos conceitos fora de moda que não são mais úteis, devem ser descartados para impedir nossa mente-macaco de continuar a se agarrar a eles, já que, nos livrarmos deles, nos deixaria livre do controle que exercem sobre nós..."
Texto retirado do livro "Domando a nossa mente-macaco - segundo os ensinamentos de Sai Baba", de autoria de Phillis Kristal.
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Projeto Orbum - Livro "O Drama Cósmico de Javé"
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